terça-feira, 13 de julho de 2010

' Eu quebrará minhas próprias regras. Em vez de fugir assustada das lembranças, eu me dirigi a elas e as escolhi. Senti-me alerta demais, o que me assustava.

  Por mais que eu lutasse para não pensar nele, eu não lutava para esquecê-lo. Eu me preocupava - tarde da noite, quando a exaustão da privação de sono penetrava em minhas defesas - que tudo desaparecesse. Que minha mente fosse uma peneira e eu um dia não conseguisse me lembrar da cor exata de seus olhos, da sensação de sua pele fria ou da textura de sua voz. Eu podia não pensar naquilo, mais queria me lembrar de tudo.
  E eu não queria ir para um lugar, onde eu nunca pudesse imaginá-lo, a convicção desapareceria... E eu não podia conviver com isso.
Proibida de lembrar, com medo de esquecer; era uma situação limite.'

ϟ Lua Nova



   ' Eu sabia que nós dois corríamos um risco mortal.
Ainda assim, naquele instante, eu me senti bem. Inteira.
Pude sentir meu coração batendo no peito, o sangue pulsando quente e rápido por minhas veias de novo.
Meus pulmões encheram-se do doce aroma que vinha da pele dele.
Era como se nunca tivesse havido um buraco em meu peito
Eu estava perfeita - não curada, mas como se nunca tivesse havido ferida '


ϟ Lua Nova

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