Por: Leo Freitas, dedicado a mim e ao Diego.
sexta-feira, 18 de novembro de 2011
É noite de Novembro, fim de ano ímpar e nós resolvemos nos sentar numa praça qualquer, num canto qualquer da cidade. Eles se entrelaçam, como trança no cabelo de menina pequena, um casal. Um só. Na verdade dois, mas a alma é uma só, eu tô vendo bem. E são tão lindos juntos, e fiéis àquela felicidade... Ela tem o coração cheio de buracos, por amores ruins, ou não-amores, enquanto ele tem o coração cheio de curvas, por coisas ruins, que já passaram mas ainda assombram. Mas quem olha nem pensa, quem olha só vê luz. Ela que com tão grandes olhos enxerga dentro dos outros, enxergou nele o homem da vida dela. E ele com mãos tão duras, segurou o sentimento dela e o ergueu, como quem erguia um troféu. Ela que sorri pra tudo, tem coração mais mole que gelatina, ele tão durão, derrete feito manteiga no fogo por ela. Se preenchem, tapam todos os buracos, superam os defeitos, os medos, se superam, se amam. São lindos e são tão mais lindos juntos... E eu só vendo, na plateia do teatro, a história dos dois. E chorei vendo, sorri também, aplaudi, fiquei de pé, amei. Amei a história. Amei os dois. Porque amor quando é de verdade, é bem assim, contagiante. E alguém duvida daquele brilho nos olhos, daquela emoção no encontro deles? Alguém desacredita em amor e beleza ao vê-los juntos? Não há respostas para certas perguntas... Para certas perguntas, há apenas amor.
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